Diario de Viaje

Post: chapada-diamantina

Cheguei à Chapada sem plano fechado — só um mapa mental de onde a luz costuma ser mais generosa no fim da tarde. [Ajustar com detalhes reais da viagem: quando foi, com quem, quantos dias exatos.]

No primeiro dia, o que mais me marcou não foi nenhuma cachoeira famosa, foi o intervalo entre duas trilhas — vinte minutos sentada numa pedra, sem fotografar nada, só olhando a poeira vermelha se assentar depois que um grupo de caminhantes passou. Fotografar bem exige, antes de mais nada, saber ficar parada.

No segundo dia entendi por que essa região carrega esse nome — chapada, palavra que já soa como platô, como pausa geográfica. As formações de pedra não competem com o céu, dividem o espaço com ele. É o tipo de paisagem que ensina composição sem que seja preciso forçar nada.

Saí de lá com menos fotos do que esperava fazer, e tudo bem. Prefiro voltar de uma viagem com poucas imagens que realmente guardam alguma coisa, a voltar com centenas que só documentam que estive lá.